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O que é Pragmatismo? Entenda Agora com 3 Exemplos Práticos

Pragmatismo é uma tradição filosófica que considera as consequências práticas de um conceito como o seu real significado.

O mundo é inseparável da ação dentro dele. Assim, algo é verdade apenas na medida em que funciona.

Nesse sentido, os pragmáticos acreditam que a verdade é feita em função da realidade. Dessa forma, o significado de um conceito se resume aos seus efeitos objetivos que impactam a vida real.

Essa ideia atraiu uma gama de interpretações notavelmente ricas e, muitas vezes, contraditórias.

Veja, por exemplo, algumas ideias errôneas associadas ao pragmatismo:

  • Todos os conceitos filosóficos devem ser testados por meio de experimentação científica;
  • Uma afirmação é verdadeira se, e somente se, ela for útil.
  • Se uma teoria filosófica não contribuir diretamente para o progresso social, então ela tem pouco valor.

Exemplo 1: Áreas Cinzas.

Pragmatismo - Areas Cinza

Pensadores pragmáticos estão interessados em verdades parciais com aplicações práticas.

Essas verdades parciais são chamadas de áreas cinza.

Pense, por exemplo, num boxeador que recebeu a informação de que o seu oponente tem dificuldade para proteger o lado esquerdo do seu corpo.

Mesmo sem provas concretas da veracidade da informação, esse conhecimento é uma grande vantagem.

Segundo o pragmatismo, existem muitas idéias importantes que não podem ser verificadas cientificamente, mas que, no entanto, podem ser tratadas como verdadeiras.

Exemplo 2: Ética.

Pragmatismo - Ética

Como você pode verificar cientificamente que ser gentil é melhor do que cruel?

Não importa o quanto você tente argumentar, as observações científicas são incapazes de justificar argumentos morais.

De uma perspectiva pragmatista, as verdades morais são verdadeiras porque nos ajudam a viver melhor.

Exemplo 3: Pragmatismo Religioso.

“A essência da crença é o estabelecimento de um hábito” – C.S. Peirce.

Peirce foi um dos pensadores mais influentes do início do pragmatismo.

Ele argumentava que as idéias deveriam ser entendidas em termos de ação.

Assim, a crer é agir: o que você faz define o que você acredita, e não o contrário.

Precursores do Pragmatismo.

Os primeiros pensadores que inspiraram o pragmatismo incluem:

  • Francis Bacon, que cunhou a frase “conhecimento é poder“;
  • Niccolò Maquiavel, que sugeriu que um governante pode precisar fazer coisas imorais para alcançar seus objetivos – os fins justificam os meios.
  • David Hume, por seu relato naturalista de conhecimento e ação;
  • Thomas Reid, por seu realismo direto;
  • Emanuel Kant, por seu Idealismo;
  • Georg Hegel, por sua introdução da temporalidade na filosofia;
  • John Stuart Mill, por seu nominalismo e empirismo; e
  • Alexander Bain (1818 – 1903), que examinou os elos cruciais entre crença, conduta e disposição.

Além disso, o pensamento dos primeiros pragmatistas também foi influenciado pelo pensamento darwiniano, embora não tenham sido os primeiros a ver a relevância da evolução para as teorias do conhecimento.

Origem do Pragmatismo.

As ideias-chave do pragmatismo se originaram das discussões no chamado ‘Clube Metafísico’, que se reuniu em Harvard por volta de 1870.

Nesse sentido, a primeira geração dessa escola filosófica foi iniciada pelos “pragmáticos clássicosCharles Sanders Peirce e seu amigo William James.

Uma segunda geração (ainda denominada “clássica“) tornou a filosofia pragmática mais explícita em relação à política, educação e outras dimensões da melhoria social.

Isso aconteceu sob a influência de John Dewey (1859-1952) e de sua amiga Jane Addams (1860-1935).

Contudo, a influência do pragmatismo foi contestada à medida que os EUA deixava a política do New Deal e para se aproximar da Guerra Fria.

Nessa época, filosofia analítica floresceu e se tornou a orientação metodológica dominante na maioria dos departamentos de filosofia anglo-americanos.

Por fim, na década de 1970, a tradição pragmatista passou por um renascimento significativo com os pensadores Hilary Putnam, Robert Brandom e Huw Price.

Assim, foi dada a origem ao neopragmatismo.

Pragmatismo e Redes Sociais.

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Agora, quero te fazer um convite.

Há alguns anos percebi que algo estava errado na minha vida.

Então, aos poucos percebi que o tempo gasto online era inversamente proporcional ao valor que eu dava às tarefas importantes.

Assim, tive de ser pragmático.

O fato é que eu estava viciado em redes sociais, e como uma bola de neve, esse vício me causava cada vez mais prejuízos.

Escrevi um artigo completo explicando passo a passo como troquei o vício em redes sociais por livros.

De fato, esse conteúdo já ajudou mais de 30.000 pessoas, e tem potencial real para transformar a sua vida por completo.

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Como Troquei o Vício em Redes Sociais por Livros? (10 Passos)

Por fim, boa leitura!

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