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Francis Bacon: Empirismo, Método Indutivo e Teoria dos Ídolos

Francis Bacon: Método Científico, Empirismo Indutivo e Teoria dos Ídolos.

Olá, eu sou o Professor Krauss, e este artigo foi escrito por mim em parceria com o blog Sociologia Líquida. 

A seguir você pode assistir meu vídeo, onde falo em detalhes sobre a filosofia de Francis Bacon.

Assim, para maximizar seu aprendizado, você pode ler o artigo enquanto ouve a minha explicação

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Francis Bacon 

Francis Bacon nasceu em Londres, em 1561, numa família nobre.

Estudou Direito na Universidade em Cambridge – uma das mais prestigiadas do mundo.

Além de ser um dos pensadores mais importantes da história moderna, exerceu funções políticas respeitáveis durante sua vida.

Dentro da filosofia, Francis Bacon foi um dos maiores pensadores do empirismo, junto com René Descartes.

Por isso, pode ser considerado um dos pais do pensamento moderno

Neste sentido, sua defesa da aplicação do método experimental desencadeou uma ampla reforma da ciência e da filosofia .

Além disso, sua teoria criticou e reformulou o empirismo dedutivo, proposto por Aristóteles.

Desta forma, é conhecido como “fundador da ciência moderna”.

Empirismo.

Francis Bacon - Empirismo

Segundo o empirismo, todo conhecimento verdadeiro só pode ser fruto da experiência sensorial.

Neste sentido, o pensamento de Francis Bacon diverge do racionalismo de Rene Descartes – que valorizava o intelecto acima de tudo.

Por outro lado, Bacon desejava uma reforma completa do conhecimento, com base no empirismo indutivo.

Por sua vez, o empirismo é influenciado pela ideia aristotélica de que “nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos”.

Em outras palavras, todo conhecimento é produto da experiência sensível

Por isso, apoiava seu pensamento no método indutivo.

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Método Indutivo.

Francis Bacon - Método Indutivo

De acordo com o método indutivo, a ciência começa com a observação.

Francis Bacon acreditava ser necessário avaliar as condições em que um fenômeno acontece (ou não).

Ao abordar os casos particulares, seria possível ligar um ao outro.

Assim, as experiências que resultassem em casos particulares deveriam ser enumeradas.

Então, quando sua contagem fosse suficiente, aquilo que antes era considerado um “caso particular” passaria a ser uma estatística relevante.

Por fim, após considerar um número suficiente de casos particulares, é possível concluir uma verdade geral.

De acordo com Bacon, a abordagem por “indução” levaria o ser humano ao caminho para  sair da condição de refém das intempéries da natureza.

E, por fim, assumir o controle sobre ela. 

Progresso Científico.

Francis Bacon - Método Científico - Ciência

Francis Bacon também pretendia elaborar uma filosofia capaz de viabilizar o progresso científico

Como vimos acima, para Bacon, a finalidade do conhecimento científico era dominar as forças da natureza.

Por outro lado, sua crítica declarou guerra contra as crenças, fantasias e superstições – verdadeiros obstáculos para o alcance do o verdadeiro conhecimento

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Crítica à Escolástica.

Francis Bacon - Crítica à Escolástica

Sua crítica afirmava que o pensamento escolástico – filosofia cristã que pretende conciliar fé e razão – era estéril.

E, por isso, não apresentava nenhum resultado prático para a humanidade.

Vale lembrar que a filosofia escolástica dominava a ideologia das Universidades, durante a Idade Média.

Neste sentido, o distanciamento histórico mostra a escolástica como uma adaptação necessária ao domínio da fé sobre a razão, durante o período medieval.

Por outro lado, o Iluminismo esclareceu o pensamento da sociedade com o uso da razão.

E é nesse contexto, que encontramos sua teoria dos ídolos

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Teoria dos Ídolos.

Francis Bacon - Teoria dos Ídolos

Segundo Francis Bacon, os ídolos seriam obstáculos, distorções ou ilusões que “bloqueiam a mente humana”.

Assim, os ídolos conduzem ser humano ao erro.

Neste sentido, Bacon agrupa os ídolos em 4 grupos principais:

  • Ídolos da tribo, ou seja, os que resultam da natureza humana.
  • Ídolos da caverna resultam das características individuais, crenças e valores.
  • Ídolos do foro (ou do mercado) são resultado da linguagem e do discurso comuns.
  • Ídolos do teatro são aqueles resultantes das doutrinas filosóficas e científicas, as quais criam mundos fictícios e teatrais, muitas vezes aceitos pela sociedade.

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