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Amor Fati: A Fórmula da Grandeza Humana

O Amor Fati é a fórmula do estoicismo para a grandeza humana.

“Aceite as coisas que o destino lhe trás, e ame as pessoas que o destino te aproxima, mas faça isso de todo o seu coração“. – Marco Aurélio.

Aprender sobre a filosofia estóica é um grande prazer por três motivos:

  1. As ideias do estoicismo são simples, mas seu valor é profundo;
  2. Apesar de milenares, as ideias permanecem atuais;
  3. As lições são práticas e podem ser aplicadas agora.

O Amor Fati é uma das várias ideias valiosas deixadas pelos pensadores do estoicismo.

Na prática, o Amor Fati significa uma mudança simples e rápida na forma como você enxerga a realidade.

Contudo, não se engane: essa pequena transformação será eficaz para quem deseja aproveitar 100% de uma vida plena.

Atenção!

Escrevemos esse artigo para você finalmente entender com clareza o que é Amor Fati.

Se você mantiver sua atenção até fim desta leitura, você estará pronto para aplicar esse conceito filosófico na sua vida ainda hoje.

Para facilitar a explicação, dividimos esse artigo em 3 partes:

  1. O que é Amor Fati?
  2. O Amor Fati no Estoicismo.
  3. A Visão de Nietzsche Sobre o Amor Fati.

O que é Amor Fati?

O que é Amor Fati?

Amor Fati é uma expressão que vem do Latim e significa “Amar ao Destino“.

Na prática, o amar o destino é uma atitude mental sobre como enxergar a vida.

Para você entender melhor, pense sobre o seguinte exemplo.

Viktor Frankl, um sobrevivente do campo de concentração nazista em Auschwitz, aplicava a filosofia do Amor Fati de uma forma bastante simples:

“Você não pode controlar o que acontece com você na vida, mas sempre pode controlar o que sentirá e fará a respeito do que acontece com você.”

Para Frankl, manter vivo o “amor ao destino” foi o ponto principal que lhe ajudou a sobreviver às dificuldades e adversidades desse momento terrível.

É assim que usamos os conceitos de filosofia:

  • Não para exercer mais controle sobre o mundo…
  • …mas para assumir a responsabilidade que o destino nos trás…
  • …e para reagirmos a ele da forma mais sábia possível.

Em outras palavras…

Estoicismo: Fuga Mundi

Exercitar o Amor Fati significa aceitar de peito aberto todos os acontecimentos da vida:

  • Tanto aqueles que trazem felicidade, prazer e boas memórias…
  • Como aqueles que trazem tristeza, sofrimento e angústia.

À primeira vista, isso pode parecer um otimismo exagerado.

Mas a verdade é que quando os eventos já aconteceram, não existe nenhum benefício em encará-los de forma negativa.

Se por um lado a negatividade jamais mudará o passado, por outro lado o otimismo é capaz de melhorar a forma como vivemos o agora.

Se isso pareceu muito “coach” para você, saiba que as ideias dessa filosofia são muito mais antigas do que parecem…

Amor Fati no Estoicismo.

Amor Fati

O criação da filosofia “Amor Fati” costuma ser atribuído aos pensadores do estoicismo.

O filósofo escravo Epicteto já falava sobre isso:

Não procure que tudo aconteça como você deseja, mas sim que tudo aconteça como realmente deve acontecer – então sua vida será serena“.

O imperador romano Marco Aurélio foi também um dos maiores pensadores do estoicismo.

Veja agora o que ele escreveu em um dos seus diários:

“Nada do que ocorre na hora certa para você chega muito cedo ou muito tarde. Tudo o que suas estações produzem, ó Natureza, é fruto para mim. É de você que todas as coisas vêm, e todas as coisas se movem em sua direção”.

Há mais de mil anos, Sêneca também escreveu:

O homem não é afetado pelos eventos, mas pela visão que ele tem deles“.

É por isso que o Amor Fati é a mentalidade estóica para tirar o melhor proveito de tudo o que acontece.

É sobre tratar cada momento – não importa o quão desafiador ele seja – como algo a ser abraçado, não evitado.

Mas foi um filósofo alemão que viveu pouco tempo atrás que aprofundou-se nos pensamentos sobre o Amor Fati, e criou uma nova forma de enxergar tal conceito.

Nietzsche e o Amor Fati.

Amor Fati

Imagine a seguinte situação.

Você acabou de morrer, mas uma oportunidade única lhe foi dada.

Na sua frente existem duas portas.

Atrás da porta número está o fim completo da sua existência.

O ponto final.

Por outro lado, atrás da porta número 2 está a chance de repetir a sua vida mais uma vez, e depois ainda outra vez…

E assim a sua vida será vivida por você repetidamente pelo resto da eternidade.

Qual seria a sua escolha? (deixe o seu comentário).

Foi com uma proposta bastante parecida com a descrita acima que Nietzsche usou da ideia de Amor Fati para criar sua Teoria do Eterno Retorno.

Amor Fati e o Eterno Retorno.

Como parar de procrastinar?

Em suas próprias palavras, Nietzsche explicou:

“Se algum dia ou noite um demônio lhe disser: ‘Esta vida como você a vive e a viveu, você terá que viver mais uma vez e inúmeras vezes mais‘ … você se jogaria no chão, rangeria os dentes e amaldiçoaria o demônio que falou assim? Ou, por outro lado, você responderia: ‘Você é um deus e nunca ouvi nada mais divino”.

Segundo a filosofia de Nietzsche, jamais devemos nos esconder do destino, nem ocultá-lo ou desejar que ele seja diferente.

Muito pelo contrário: devemos abraçá-lo, dispostos a viver a mesma vida quantas vezes ela se repetisse.

Isso porque, afinal, a vida é tudo o que realmente temos.

Minha fórmula para a grandeza é o amor fati: não deseje nada diferente, nem para a frente, nem para trás, nem em toda a eternidade. Não apenas suporte o que é necessário, muito menos se esconda – todo idealismo é mentiroso diante do que é necessário.

Reflita Comigo.

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Veja um breve resumo daquilo que você acabou de ler:

  1. Exercitar o Amor Fati significa aceitar de peito aberto todos os acontecimentos da vida, sejam eles felizes ou tristes;
  2. Grandes pensadores da antiguidade (incluindo um dos maiores imperadores de Roma) acreditavam que abraçar e amar o destino era a única forma de viver uma vida 100% plena.
  3. Nietzsche usou a ideia estóica de Amor Fati para uma nova proposta: o Eterno Retorno.

Agora, compartilhe a lição mais proveitosa que você tirou dessa leitura.

Aguardo seu comentário.

Até o próximo texto.

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2 comentários a “Amor Fati: A Fórmula da Grandeza Humana”

Amar ao destino é realmente necessário, uma vez que dele não podemos nos esquivar. Ao compreendermos essa premissa estóica tão valiosa, a dor, a doença, e por fim, a morte, não são mais percebidas como castigos ou maldições, e sim como parte de uma vida completa, em sua plenitude. Parabéns por mais esse ótimo texto!

Texto lindo. Me faz pensar em como aplicar num mundo capitalista, onde o amor é ao dinheiro e não a vida. Interessante pensar em Nietzsche como um ser anti-capitalista, mesmo até às dores do capital fazendo parte da aceitação do destino.

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